Finalidades estas que o FIT - Instituto de Tecnologia, de Sorocaba, no
interior de São Paulo, percebeu que poderia aplicar ao Kinect para melhorar a
interação de deficientes físicos com a tecnologia. "Criamos um painel
interativo em que qualquer pessoa, com deficiência física ou não, pudesse
interagir", disse ao G1 o analista de sistemas do FIT
Maurício Oliveira, responsável pelo projeto que demandou dois meses de trabalho
e foi concretizado há três semanas. "Exploramos a questão da deficiência
como fator de inclusão, mas o mesmo aplicativo permite que pessoas sem deficiência
possam usá-lo".
Foi desenvolvido um painel interativo em que cadeirantes ou quem perdeu
parte dos braços possa usar e interagir, acessando informação. O aplicativo
usado apresenta um mapa do mundo, no qual os usuários navegam pelos continentes
utilizando os braços e obtêm informações sobre 60 países.
O sistema também reconhece comandos de voz em português - no Kinect para
o Xbox 360, o idioma ainda não foi lançado oficialmente, embora na feira E3, a
Microsoft tenha dito que uma atualização traria comandos de voz em português
nos próximos meses.
"Mais do que um game, queríamos fazer algo com propostas mais nobres.
Já que o Kinect reconhece braços e cabeça do jogador, ele poderia rastrear
qualquer outra parte do corpo", explica. "Foi um trabalho de
programação e de estudo das características da deficiência física da pessoa.
Vimos que é fácil controlar o sistema pelo Kinect com o braço, mas é mais
complicado para quem tem apenas parte dele e, por isso, tivemos que calibrar o
sistema".
Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.
Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.
Usos da invenção
De acordo com Oliveira, não existe um único propósito do que pode ser feito. O programa pode ser construído do zero para qualquer finalidade. "O potencial [dele] é forte", afirma. Ele exemplifica, dizendo que lojas podem usar o sistema para criar uma vitrine virtual que pode ser utilizada por qualquer pessoa.
De acordo com Oliveira, não existe um único propósito do que pode ser feito. O programa pode ser construído do zero para qualquer finalidade. "O potencial [dele] é forte", afirma. Ele exemplifica, dizendo que lojas podem usar o sistema para criar uma vitrine virtual que pode ser utilizada por qualquer pessoa.
O potencial na área médica também é destacado. "Muitas empresas têm
usado o Kinect na fisioterapia. Procuramos criar aplicações para atender esta
área".
Deficientes visuais
O sistema criado pela FIT também permite que deficientes visuais utilizem o sistema. Por meio de comandos de voz, eles podem navegar na internet. "Ele sabe o que há na tela por meio de uma narração dinâmica. O sistema pode até ler uma notícia para a pessoa".
O sistema criado pela FIT também permite que deficientes visuais utilizem o sistema. Por meio de comandos de voz, eles podem navegar na internet. "Ele sabe o que há na tela por meio de uma narração dinâmica. O sistema pode até ler uma notícia para a pessoa".

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